Em 2026, o setor financeiro vive uma revolução silenciosa, onde máquinas e pessoas se unem para oferecer serviços cada vez mais eficientes e personalizados.
Este artigo explora a jornada dos robôs humanoides, desde laboratórios até agências bancárias, trazendo uma visão abrangente dos avanços e desafios dessa Physical AI como base fundamental.
O conceito de Physical AI une inteligência generativa a sistemas mecânicos e sensoriais, permitindo que robôs aprendam por observação e adaptem-se a tarefas complexas.
Empresas líderes, como a Nvidia, fornecem o “cérebro” desse movimento a mais de 100 companhias de robótica, contribuindo para robôs saem de laboratórios para contratos corporativos.
Em 2026, modelos como Optimus (Tesla) e GR-3 (Fourier Intelligence) já operam em ambientes industriais e de cuidados pessoais, demonstrando versatilidade e eficiência.
A adoção de automações de software (RPA) já reduziu em 80% o tempo de processamento de operações bancárias na Europa. Agora, a próxima fronteira é a automação física para o setor bancário, com robôs recebendo clientes e processando transações.
A extensão dos bots conversacionais para humanoides envolve:
No Brasil, o Banco Original já estuda como evitar o “aprisionamento do cliente” em canais automatizados, treinando IA para direcionar tarefas complexas ao humano quando necessário.
No cenário internacional, hospitais no Japão utilizam robôs para entrega de medicamentos, análogo ao transporte de documentos sensíveis em agências bancárias.
Na América Latina, a Hyundai testa humanoides em sua fábrica de Piracicaba (SP) visando, futuramente, operações financeiras que exigem confiança e interação humana.
Os modelos mais destacados em 2026 incluem:
Apesar dos avanços, ainda há limitações significativas:
Além disso, opacidade algorítmica preocupa especialistas, pois decisões de crédito e autenticação precisam ser explicáveis e livres de vieses.
As normas de compliance ampliaram o escopo de auditoria, questionando quem será responsável pelas consequências de bots cognitivos em caso de falhas ou discriminação.
O custo médio de um humanoide em 2026 gira em torno de US$50.000, mas projeta-se uma queda para US$17.000 em 2030, impulsionada pela escala de produção e inovações em semicondutores.
Segundo o Bank of America, até 2060 cerca de 3 bilhões de robôs humanoides estarão em operação, abrindo trilhões de dólares em novos mercados.
Em paralelo, a “década dos robôs” pode mitigar déficits de mão de obra em setores críticos, mas também gerará debates sobre deslocamento profissional e garantias trabalhistas.
Quanto à competitividade de custos, modelos de assinatura mensal a US$499 tornam o serviço de um robô mais barato que o salário mínimo em muitos países.
À medida que a tecnologia amadurece, visualizamos uma parceria harmoniosa entre humanos e robôs, onde a empatia e a eficiência caminharão lado a lado.
Ambientes bancários poderão oferecer experiências personalizadas, combinando atendimento humano em etapas complexas e robôs para tarefas repetitivas e rotineiras.
O 5G e a edge computing serão fundamentais para garantir latência mínima e segurança das informações, viabilizando interações em tempo real sem fricção.
Finalmente, o Brasil, com eventos como o Microsoft AI Tour e iniciativas da Nvidia, posiciona-se como polo de pesquisa e aplicação de Physical AI, pronto para ser referência em inovação financeira de impacto social.
Em resumo, a chegada dos robôs humanoides às agências bancárias marca o início de uma nova era: uma jornada de descobertas, desafios e possibilidades que transformará não apenas processos, mas também as relações humanas no universo financeiro.
Referências