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Inovação Financeira
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Plataformas No-Code/Low-Code em Bancos: Agilidade na Criação de Produtos

Plataformas No-Code/Low-Code em Bancos: Agilidade na Criação de Produtos

14/02/2026 - 11:02
Felipe Moraes
Plataformas No-Code/Low-Code em Bancos: Agilidade na Criação de Produtos

No atual cenário financeiro, a capacidade de inovar rapidamente tornou-se um diferencial estratégico para instituições bancárias de todos os portes. Com a demanda por soluções personalizadas e a pressão por eficiência operacional crescente, ferramentas que acelerem o desenvolvimento sem comprometer a segurança ganham protagonismo.

Dados de Mercado e Projeções

O mercado global de plataformas de desenvolvimento no-code e low-code acompanha uma trajetória de expansão impressionante, refletindo a adoção crescente por empresas de diversos setores. Entre 2026 e 2034, projeta-se um crescimento de US$ 48,91 bi a 376,92 bi, impulsionado pela busca por agilidade e redução de custos.

Além disso, observa-se que cerca de 70% das novas aplicações de negócios serão construídas utilizando essas tecnologias até 2024, um salto considerável em comparação a menos de 25% registrado em 2020. Esse movimento evidencia a maturidade das soluções e a confiança das organizações em remodelar processos internos.

Paralelamente, a figura dos desenvolvedores cidadãos ganha força: projeta-se que até 2024 os desenvolvedores cidadãos superem profissionais em 4:1, democratizando o desenvolvimento e ampliando o ritmo de inovação dentro das empresas.

Transformação Digital no Setor Financeiro

Instituições financeiras estão no epicentro da transformação digital, buscando caminhos para se adaptar a regulações, exigências de segurança e o comportamento cada vez mais digital dos clientes. Plataformas no-code e low-code se mostram aliadas nesse processo, permitindo às equipes internas criar protótipos e produtos finais com rapidez e baixo investimento.

  • Reduzir custos: reduzir substancialmente seus custos de investimento em infraestrutura e mão de obra especializada.
  • Agilidade: adaptar-se a mudanças de mercado e novas exigências regulatórias em tempo recorde.
  • Eficiência operacional: centralizar processos em um único ambiente digital unificado.
  • Mitigação de lacunas de habilidades: aliar expertise de TI com know-how de áreas de negócio.

Esses drivers contribuem para que bancos reinventaem sua proposta de valor e otimizem processos desde o atendimento ao cliente até a gestão interna de riscos.

Parcerias Estratégicas no Setor

Para acelerar a adoção dessas soluções, vemos alianças entre fornecedores de tecnologia e instituições financeiras ou seguradoras. Em outubro de 2023, a InsureMo formou parceria com o Mendix para impulsionar projetos digitais em companhias de seguros. Já em dezembro do mesmo ano, a NewGen Software integrou IA e OCR em plataformas de empréstimo corporativo, automatizando etapas-chave do fluxo financeiro.

Cases de Sucesso em Instituições Financeiras Brasileiras

No Brasil, exemplos concretos comprovam o impacto dessas plataformas:

Esses resultados evidenciam como a combinação entre menor complexidade de desenvolvimento e foco em processos críticos pode gerar retornos expressivos e redução de desperdícios.

Benefícios das Plataformas No-Code/Low-Code

Ao adotar ambientes visuais, as equipes conseguem prototipar e entregar aplicações em semanas, não meses. Plataformas com diferentes níveis de customização permitem:

  • Desenvolvimento acelerado, encurtando ciclos de entrega.
  • Redução de custos em até 70% comparado a processos tradicionais.
  • Democratização da criação de software, ampliando a participação de áreas estratégicas.
  • integrações com IA, machine learning e IoT sem necessidade de codificação complexa.
  • Colaboração mais fluida entre profissionais de TI e especialistas de negócio.

Definições e Diferenciações

No-code: plataformas projetadas para usuários sem experiência em programação, onde tudo é construído por meio de ferramentas visuais e componentes arrastáveis. Ideal para criar aplicações simples e fluxos de trabalho em curto prazo.

Low-code: ambientes que combinam interfaces gráficas com a opção de customização por meio de código leve. Permitem ganhos de produtividade mantendo flexibilidade e escalabilidade para projetos mais complexos.

High-code: modelo tradicional de desenvolvimento, onde toda a lógica e infraestrutura são definidas manualmente. Oferece o nível máximo de controle e personalização, mas exige equipes especializadas e ciclos mais longos.

Limitações e Desafios

Embora atrativas, essas plataformas apresentam desafios. Empresas reguladas ou que lidam com dados sensíveis devem avaliar cuidadosamente os controles de segurança disponíveis e políticas de compliance. Além disso, soluções no-code podem oferecer personalização limitada para casos complexos, exigindo trocas entre velocidade e profundidade de customização.

Outro ponto importante é a curva de aprendizado: cada ferramenta possui sua interface e abordagem singular, demandando treinamento e adaptação. Por fim, há preocupação quanto ao lock-in com fornecedores e controle sobre código e infraestrutura subjacentes.

Considerações Finais

Em um ambiente onde a rapidez na entrega de soluções faz diferença competitiva, plataformas no-code e low-code emergem como agentes de transformação. Elas democratizam o desenvolvimento de software, reduzem custos e melhoram a colaboração, permitindo que bancos reinventem processos e se antecipem às demandas do mercado.

Ao combinar casos de sucesso, dados de mercado e exemplos práticos, fica clara a urgência de integrar essas tecnologias na estratégia digital. Instituições que souberem conciliar segurança, governança e agilidade estarão melhor posicionadas para liderar a próxima geração de produtos financeiros.

Felipe Moraes

Sobre o Autor: Felipe Moraes

Felipe Moraes, 40 anos, é planejador financeiro certificado no passonovo.org, especialista em auxiliar famílias de classe média com planos de poupança e investimento para uma aposentadoria segura e estável.