No atual cenário financeiro, a capacidade de inovar rapidamente tornou-se um diferencial estratégico para instituições bancárias de todos os portes. Com a demanda por soluções personalizadas e a pressão por eficiência operacional crescente, ferramentas que acelerem o desenvolvimento sem comprometer a segurança ganham protagonismo.
O mercado global de plataformas de desenvolvimento no-code e low-code acompanha uma trajetória de expansão impressionante, refletindo a adoção crescente por empresas de diversos setores. Entre 2026 e 2034, projeta-se um crescimento de US$ 48,91 bi a 376,92 bi, impulsionado pela busca por agilidade e redução de custos.
Além disso, observa-se que cerca de 70% das novas aplicações de negócios serão construídas utilizando essas tecnologias até 2024, um salto considerável em comparação a menos de 25% registrado em 2020. Esse movimento evidencia a maturidade das soluções e a confiança das organizações em remodelar processos internos.
Paralelamente, a figura dos desenvolvedores cidadãos ganha força: projeta-se que até 2024 os desenvolvedores cidadãos superem profissionais em 4:1, democratizando o desenvolvimento e ampliando o ritmo de inovação dentro das empresas.
Instituições financeiras estão no epicentro da transformação digital, buscando caminhos para se adaptar a regulações, exigências de segurança e o comportamento cada vez mais digital dos clientes. Plataformas no-code e low-code se mostram aliadas nesse processo, permitindo às equipes internas criar protótipos e produtos finais com rapidez e baixo investimento.
Esses drivers contribuem para que bancos reinventaem sua proposta de valor e otimizem processos desde o atendimento ao cliente até a gestão interna de riscos.
Para acelerar a adoção dessas soluções, vemos alianças entre fornecedores de tecnologia e instituições financeiras ou seguradoras. Em outubro de 2023, a InsureMo formou parceria com o Mendix para impulsionar projetos digitais em companhias de seguros. Já em dezembro do mesmo ano, a NewGen Software integrou IA e OCR em plataformas de empréstimo corporativo, automatizando etapas-chave do fluxo financeiro.
No Brasil, exemplos concretos comprovam o impacto dessas plataformas:
Esses resultados evidenciam como a combinação entre menor complexidade de desenvolvimento e foco em processos críticos pode gerar retornos expressivos e redução de desperdícios.
Ao adotar ambientes visuais, as equipes conseguem prototipar e entregar aplicações em semanas, não meses. Plataformas com diferentes níveis de customização permitem:
No-code: plataformas projetadas para usuários sem experiência em programação, onde tudo é construído por meio de ferramentas visuais e componentes arrastáveis. Ideal para criar aplicações simples e fluxos de trabalho em curto prazo.
Low-code: ambientes que combinam interfaces gráficas com a opção de customização por meio de código leve. Permitem ganhos de produtividade mantendo flexibilidade e escalabilidade para projetos mais complexos.
High-code: modelo tradicional de desenvolvimento, onde toda a lógica e infraestrutura são definidas manualmente. Oferece o nível máximo de controle e personalização, mas exige equipes especializadas e ciclos mais longos.
Embora atrativas, essas plataformas apresentam desafios. Empresas reguladas ou que lidam com dados sensíveis devem avaliar cuidadosamente os controles de segurança disponíveis e políticas de compliance. Além disso, soluções no-code podem oferecer personalização limitada para casos complexos, exigindo trocas entre velocidade e profundidade de customização.
Outro ponto importante é a curva de aprendizado: cada ferramenta possui sua interface e abordagem singular, demandando treinamento e adaptação. Por fim, há preocupação quanto ao lock-in com fornecedores e controle sobre código e infraestrutura subjacentes.
Em um ambiente onde a rapidez na entrega de soluções faz diferença competitiva, plataformas no-code e low-code emergem como agentes de transformação. Elas democratizam o desenvolvimento de software, reduzem custos e melhoram a colaboração, permitindo que bancos reinventem processos e se antecipem às demandas do mercado.
Ao combinar casos de sucesso, dados de mercado e exemplos práticos, fica clara a urgência de integrar essas tecnologias na estratégia digital. Instituições que souberem conciliar segurança, governança e agilidade estarão melhor posicionadas para liderar a próxima geração de produtos financeiros.
Referências