Em um mundo onde a transformação digital dita o ritmo dos negócios, as instituições financeiras buscam constantemente novas formas de otimizar processos, reduzir custos e democratizar a criação de soluções. As plataformas Low-Code/No-Code surgem como um divisor de águas, permitindo que áreas como finanças e operações conduzam projetos sem depender exclusivamente de recursos de TI.
Ao adotar essas ferramentas, empresas conseguem materializar ideias com rapidez, aumentar a colaboração entre equipes e manter a compliance em ambientes regulados. Neste artigo, exploramos conceitos, benefícios, desafios e tendências para que líderes financeiros possam impulsionar a inovação de forma prática e segura.
As soluções Low-Code/No-Code utilizam interfaces visuais que dispensam codificação extensiva. Com plataformas drag-and-drop e visuais, profissionais não técnicos podem criar protótipos funcionais, fluxos de trabalho e relatórios sem escrever linhas de código.
Essas ferramentas democratizam o desenvolvimento, formando cidadãos desenvolvedores financeiros empoderados que colaboram diretamente na automação de processos. No setor bancário e de seguros, isso traduz-se em maior agilidade para aprovações de crédito, extração de dados via OCR e integração de sistemas legados.
O crescimento dessas plataformas é exponencial. De acordo com estudos de mercado, o setor global deve atingir US$ 48,91 bilhões em 2026 e chegar a US$ 376,92 bilhões até 2034, com CAGR de 32,2%. Além disso, as projeções da IDC indicam um crescimento anual de 14,1% para Low-Code e 13,9% para No-Code até 2026.
No Brasil, a adoção é impulsionada pela escassez de profissionais qualificados em TI, pela necessidade de acelerar a digitalização em áreas reguladas como saúde e finanças, e pelas metas de redução significativa de custos operacionais. Fintechs e bancos estão priorizando plataformas que integrem análise de dados em tempo real e governança robusta.
As plataformas Low-Code/No-Code transformam processos internos, permitindo entregas mais rápidas e maior visibilidade das operações.
Ao implementar Low-Code/No-Code, instituições financeiras colhem retornos substanciais, mas devem estar atentas a riscos e limitações.
As discussões em eventos como o Low-Code & No-Code Fórum 2026 e o AI + Low/No-Code SP apontam para uma convergência entre metodologias ágeis, FinOps e plataformas visuais. Projetos bem-sucedidos adotam roadmaps que incluem planejamento de portfólio (PPM), Kanban e monitoramento contínuo de custos.
Para equipes financeiras, sugerimos três ações prioritárias:
As plataformas Low-Code/No-Code já deixaram de ser tendência para se tornar fundamental na agenda de instituições financeiras. Ao democratizar o desenvolvimento, elas promovem prototipagem rápida sem programação e reduzem gargalos em TI, garantindo entrega de valor com qualidade e segurança.
Investir nesses recursos significa preparar a organização para desafios futuros, empoderar profissionais e acelerar o ritmo de inovação. A transformação digital em finanças não espera: ao unir equipes e tecnologia, você constrói uma vantagem competitiva sustentável.
Referências