O conhecimento deixou de ser um recurso abstrato para se tornar o ativo mais valioso de todos. Em um mundo em rápida transformação, quem domina informações, ferramentas e métodos tem a chave para moldar o futuro. Investir em educação financeira, em pesquisa científica e em capacitação tecnológica não apenas fortalece o indivíduo, mas também impulsiona a economia e a sociedade como um todo.
Quando entendemos que cada livro lido, cada curso concluído e cada protocolo de pesquisa publicado agregam valor real, percebemos que esse acúmulo de saberes funciona como capital. Mais do que simples gasto, é aposta em produtividade, inovação e resiliência. Nesse sentido, o Brasil vive hoje um momento de virada, após anos de retração, com recordes de aportes em Ciência, Tecnologia e Inovação (C&T&I) entre 2023 e 2025.
Para indivíduos, o aprendizado contínuo significa conhecimento financeiro como diferencial competitivo. Dados revelam que 63% dos brasileiros não investem por falta de informação, e 70% afirmam que investiriam mais se tivessem mais recursos ou mais saberes. Ao mesmo tempo, 96% consideram a educação financeira a segunda disciplina mais importante, atrás apenas da matemática.
No plano nacional, o investimento em C&T&I pode ser visto como motor de crescimento inclusivo e sustentável. Países que mantêm políticas robustas de fomento à pesquisa e à inovação apresentam maior produtividade, atraem talentos e conquistam soberania tecnológica. A recuperação do Brasil entre 2023 e 2025 ilustra isso com clareza.
Após uma década de baixo financiamento, com queda de 76% em investimentos públicos em P&D desde 2013 e perda acumulada de R$ 117 bilhões (valores corrigidos), houve uma retomada significativa:
Apesar desses números estimulantes, o investimento público em C&T representou apenas 1,26% do PIB em 2020, abaixo da média mundial de 1,79%. A produção científica caiu 7,2% em 2023, com 69.656 artigos publicados, sinalizando a urgência de manter e ampliar esses recursos.
Mesmo com o cenário de recuperação, persistem obstáculos históricos:
Como ressalta um grupo de pesquisadores, “Investir em mentes de cientistas é chave para desenvolvimento; reverter perda de talentos.”
Saúde: com base em genômica e inteligência artificial, o Brasil desenvolveu teste molecular nacional para predição de recorrência de câncer de mama e avançou na produção de vacinas e medicamentos. Essas iniciativas reduzem custos e salvam vidas.
Tecnologia e IA: o PBIA foca em soberania, geração de empregos e aprimoramento de serviços públicos, transformando o Brasil de usuário a produtor global de soluções digitais.
Agro: a Embrapa demonstra que a pesquisa pública eleva a produtividade agrícola e consolida o país como líder em tecnologias sustentáveis para o campo. Monitoramento de desastres, resiliência urbana e automação industrial são outras áreas beneficiadas.
Desde 2019, cerca de 20 mil produtos científicos impactaram mais de mil documentos de políticas públicas ao redor do mundo, com a UFMG liderando em publicações.
O período 2023–2025 mostra uma trajetória de superação: de desmonte a recordes históricos. É hora de consolidar essa virada com foco em parcerias público-privadas, inclusão regional e mecanismos sólidos de retenção de talentos.
Recomendações principais:
Como afirmou a Ministra Luciana Santos, “2025 consolidou a ciência no centro do desenvolvimento, com o maior PAC da Ciência e o PBIA para nossa soberania.” O Presidente Lula complementou: “Ciência produz vacinas, tecnologias, produtividade e resiliência.”
Para que o Brasil avance, cada cidadão deve se comprometer com seu próprio aprendizado financeiro, transformando transformar conhecimento em prosperidade. Ao mesmo tempo, políticas públicas robustas e investimentos estratégicos assegurarão que essa transformação seja real e duradoura.
Investir em conhecimento não é gasto, mas o passo mais seguro rumo a um futuro próspero, justo e sustentável. É hora de agir, unindo esforços individuais e coletivos para consolidar o aprendizado como alicerce do crescimento.
Referências