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Investir em Conhecimento: O Melhor Ativo de Todos

Investir em Conhecimento: O Melhor Ativo de Todos

25/01/2026 - 03:31
Fabio Henrique
Investir em Conhecimento: O Melhor Ativo de Todos

O conhecimento deixou de ser um recurso abstrato para se tornar o ativo mais valioso de todos. Em um mundo em rápida transformação, quem domina informações, ferramentas e métodos tem a chave para moldar o futuro. Investir em educação financeira, em pesquisa científica e em capacitação tecnológica não apenas fortalece o indivíduo, mas também impulsiona a economia e a sociedade como um todo.

Quando entendemos que cada livro lido, cada curso concluído e cada protocolo de pesquisa publicado agregam valor real, percebemos que esse acúmulo de saberes funciona como capital. Mais do que simples gasto, é aposta em produtividade, inovação e resiliência. Nesse sentido, o Brasil vive hoje um momento de virada, após anos de retração, com recordes de aportes em Ciência, Tecnologia e Inovação (C&T&I) entre 2023 e 2025.

O Conhecimento como Ativo Pessoal e Nacional

Para indivíduos, o aprendizado contínuo significa conhecimento financeiro como diferencial competitivo. Dados revelam que 63% dos brasileiros não investem por falta de informação, e 70% afirmam que investiriam mais se tivessem mais recursos ou mais saberes. Ao mesmo tempo, 96% consideram a educação financeira a segunda disciplina mais importante, atrás apenas da matemática.

No plano nacional, o investimento em C&T&I pode ser visto como motor de crescimento inclusivo e sustentável. Países que mantêm políticas robustas de fomento à pesquisa e à inovação apresentam maior produtividade, atraem talentos e conquistam soberania tecnológica. A recuperação do Brasil entre 2023 e 2025 ilustra isso com clareza.

O Cenário dos Investimentos em C&T no Brasil (2023–2025)

Após uma década de baixo financiamento, com queda de 76% em investimentos públicos em P&D desde 2013 e perda acumulada de R$ 117 bilhões (valores corrigidos), houve uma retomada significativa:

  • FNDCT: Média anual de R$ 10 bilhões, somando R$ 30 bilhões em três anos para infraestrutura, pesquisas e formação de capital humano.
  • Pró-Infra (2025): R$ 1,5 bilhão para recuperar 75 projetos em 42 ICTs, incluindo obras civis e equipamentos.
  • Novo PAC para o MCTI: R$ 12,1 bilhões em infraestrutura científica.
  • Plano Brasileiro de IA (2024–2028): R$ 23 bilhões totais, com R$ 92,8 milhões destin­­ados a oito INCTs; 54 ações previstas, 25 entregues e 16 em andamento.
  • Finep: Expectativa de R$ 13 bilhões em 2024 e R$ 20 bilhões em 2025, com 14 editais não reembolsáveis voltados a sustentabilidade, agro, saúde e mobilidade.
  • BNDES: Recorde de R$ 11,1 bilhões aprovados até novembro de 2023 para inovação industrial.

Apesar desses números estimulantes, o investimento público em C&T representou apenas 1,26% do PIB em 2020, abaixo da média mundial de 1,79%. A produção científica caiu 7,2% em 2023, com 69.656 artigos publicados, sinalizando a urgência de manter e ampliar esses recursos.

Desafios e Gargalos a Superar

Mesmo com o cenário de recuperação, persistem obstáculos históricos:

  • Integração entre academia e mercado ainda limitada, apesar de instrumentos legais como a Lei de Inovação de 2004 e o Marco Legal de 2016.
  • Concentração de recursos: 74% dos fundos Fapemig destinados a universidades federais exigem maior diversificação com a participação da iniciativa privada.
  • Orçamento insuficiente diante da demanda, requerendo parcerias inteligentes e modelos de cofinanciamento para startups e parques tecnológicos.
  • Fuga de cérebros por conta de carreiras instáveis e falta de incentivos permanentes.

Como ressalta um grupo de pesquisadores, “Investir em mentes de cientistas é chave para desenvolvimento; reverter perda de talentos.”

Exemplos Setoriais: Impactos Econômicos e Sociais

Saúde: com base em genômica e inteligência artificial, o Brasil desenvolveu teste molecular nacional para predição de recorrência de câncer de mama e avançou na produção de vacinas e medicamentos. Essas iniciativas reduzem custos e salvam vidas.

Tecnologia e IA: o PBIA foca em soberania, geração de empregos e aprimoramento de serviços públicos, transformando o Brasil de usuário a produtor global de soluções digitais.

Agro: a Embrapa demonstra que a pesquisa pública eleva a produtividade agrícola e consolida o país como líder em tecnologias sustentáveis para o campo. Monitoramento de desastres, resiliência urbana e automação industrial são outras áreas beneficiadas.

Desde 2019, cerca de 20 mil produtos científicos impactaram mais de mil documentos de políticas públicas ao redor do mundo, com a UFMG liderando em publicações.

Perspectivas Futuras e Recomendações

O período 2023–2025 mostra uma trajetória de superação: de desmonte a recordes históricos. É hora de consolidar essa virada com foco em parcerias público-privadas, inclusão regional e mecanismos sólidos de retenção de talentos.

Recomendações principais:

  • Ampliar orçamentos para C&T compatíveis com metas de desenvolvimento sustentável.
  • Fortalecer programas de capacitação e mentoria para jovens cientistas e profissionais.
  • Estimular a diversificação de fontes de financiamento, incluindo fundos de venture capital e incentivo fiscal.
  • Conectar universidades, centros de pesquisa e empresas em redes colaborativas e projetos de inovação aberta.

Como afirmou a Ministra Luciana Santos, “2025 consolidou a ciência no centro do desenvolvimento, com o maior PAC da Ciência e o PBIA para nossa soberania.” O Presidente Lula complementou: “Ciência produz vacinas, tecnologias, produtividade e resiliência.”

Para que o Brasil avance, cada cidadão deve se comprometer com seu próprio aprendizado financeiro, transformando transformar conhecimento em prosperidade. Ao mesmo tempo, políticas públicas robustas e investimentos estratégicos assegurarão que essa transformação seja real e duradoura.

Investir em conhecimento não é gasto, mas o passo mais seguro rumo a um futuro próspero, justo e sustentável. É hora de agir, unindo esforços individuais e coletivos para consolidar o aprendizado como alicerce do crescimento.

Fabio Henrique

Sobre o Autor: Fabio Henrique

Fábio Henrique, 32 anos, é redator especializado em finanças no passonovo.org, com foco em desmistificar o mercado de crédito e ajudar brasileiros a tomarem decisões mais informadas sobre suas finanças pessoais.