O setor financeiro vive uma transformação sem precedentes, impulsionada pela convergência de tecnologias digitais e pela disposição de instituições a abraçar ideias externas. Essa abordagem rompe paradigmas e cria um ecossistema mais ágil e competitivo.
Nos primeiros anos, fintechs eram vistas como rivais, mas hoje se tornaram parceiras essenciais. Grandes bancos perceberam que modelo fechado de inovação interna precisava dar lugar a processos mais abertos e colaborativos.
O conceito de open finance expande o open banking, usando APIs para compartilhar dados financeiros e promover parcerias entre bancos e startups. Essa evolução permite que diferentes agentes criem soluções integradas, oferecendo valor agregado ao consumidor.
Ao unir forças com parceiros externos, as instituições financeiras ganham:
Casos no Brasil exemplificam esses ganhos: o Banco Fator validou quatro provas de conceito em apenas seis meses; o Banco BV firmou 40 contratos com startups em 2023; e o Bradesco, por meio da Inovabra, conectou mais de 1.500 empresas ao seu ecossistema.
Além disso, iniciativas como a Flourish FI dobraram o uso de mobile banking e elevaram transações digitais em 250%, mostrando como serviços financeiros cada vez mais personalizados impactam o engajamento do cliente.
Algumas inovações são decisivas para acelerar processos e agregar valor aos usuários finais. Entre elas:
Além dessas, temas como cibersegurança, finanças sustentáveis e embedded finance estão redefinindo as estruturas de oferta. Tudo isso requer inovação aberta e colaborativa para o futuro do mercado.
Adotar inovação aberta exige um plano claro, alinhado à estratégia corporativa e à cultura organizacional. Os modelos mais comuns são:
Para estruturar um programa de inovação, siga estes passos básicos:
Instituições como o Banco BV e o Bradesco já estruturaram hubs de inovação e programas de intraempreendedorismo para acelerar essas etapas com cultura de inovação aberta nas instituições.
Apesar das vantagens, a jornada encontra obstáculos que exigem atenção:
Regulação e Conformidade: tecnologias emergentes, como IA e blockchain, ainda aguardam normativas claras para sua adoção plena.
Cultura Interna: é preciso mudar percepções para ver startups como aliados, e não competidoras.
Gestão de Riscos: parcerias externas devem ser estruturadas com contratos robustos e governança definida.
Infraestrutura Tecnológica: integração de APIs e sistemas legados demanda investimentos e qualificação de equipes.
O cenário aponta para um universo financeiro cada vez mais interligado, com participação ativa de múltiplos atores e crescente uso de dados e automação. Espera-se:
Instituições que adotarem plataformas colaborativas e economia digital e conectada estarão melhor posicionadas para competir e servir seus clientes de forma significativa.
Convidamos líderes financeiros a repensar seus processos, abraçar parcerias e investir em experimentação. Assim, juntos, construíremos um futuro mais inovador, eficiente e inclusivo para o setor.
Referências