Em fevereiro de 2026, a taxa Selic em 15% ao ano alcançou seu nível mais alto em quase 20 anos. Mantida pelo Copom do Banco Central em um contexto de inflação persistentemente acima da meta, essa decisão repercute diretamente em empréstimos, financiamentos e no ritmo de recuperação econômica.
Este artigo explora as consequências imediatas e futuras dessa política monetária, oferecendo insights práticos para consumidores, empresas e investidores que buscam oportunidades ou precauções diante de possíveis cortes.
A Selic é a taxa básica de juros que orienta todas as operações financeiras no Brasil. Quando o Banco Central define essa taxa, bancos e instituições de crédito ajustam suas taxas de empréstimos e financiamentos de acordo com esse referencial.
Na prática, um aumento na Selic torna o crédito mais caro, reduz o apetite por empréstimos e freia o consumo. Já cortes na taxa tendem a estimular a economia por meio de taxas menores e maior poder de compra.
Com a Selic em 15%, diversos segmentos sentem o peso do custo elevado do dinheiro:
O resultado é uma retração no volume de empréstimos: as operações imobiliárias com recursos da poupança caíram 17,1% entre janeiro e novembro de 2025, enquanto a captação líquida foi negativa em R$ 67,5 bilhões.
Mercado e analistas projetam Selic em 12,25% ao ano até o final de 2026, com início de cortes já em março. Essa expectativa reacende debates sobre o crédito imobiliário e o aprimoramento do ambiente econômico.
Com juros mais baixos, podemos antever:
Embora o cenário político e os gastos públicos em ano eleitoral representem riscos de nova pressão inflacionária, a possibilidade de queda gradual nos juros traz um fôlego para consumidores e empresas.
Veja abaixo uma comparação dos impactos atuais com as expectativas após cortes:
Para amenizar o efeito da Selic alta, o governo adotou iniciativas estratégicas:
Essas ações atuam como colchão de liquidez para famílias e construtoras, contribuindo para a manutenção de lançamentos e aprovações mesmo em ambiente de juros elevados.
Diante desse cenário, é fundamental adotar estratégias que preservem recursos e aproveitem oportunidades:
Para Consumidores:
Para Empresas:
Caso a queda da Selic se confirme, empresas de construção podem retomar projetos parados e gerar empregos, enquanto PMEs ganham fôlego para expandir operações.
O atual patamar da Selic reflete o esforço do Banco Central para conter a inflação. No entanto, as projeções de redução trazem esperança de um ambiente de crédito mais acessível, capaz de impulsionar a retomada de diversos setores.
Para consumidores, o momento exige paciência e pesquisa de mercado. Para empresas, planejamento e renegociação podem resultar em ganhos de competitividade. E, no âmbito governamental, a manutenção de programas sociais e a liberação de recursos são fundamentais para sustentar o crescimento.
Em 2026, o equilíbrio entre o controle inflacionário e o estímulo ao crédito será decisivo para determinar se o Brasil entrará em um novo ciclo de expansão ou continuará enfrentando desafios de liquidez e investimento.
Referências