Quando pensamos em conquistar a casa própria, comprar um carro ou até mesmo financiar os estudos, muitas vezes encontramos barreiras na análise de crédito. Nesses momentos, contar com um fiador pode ser a solução ideal para avançar rumo aos seus objetivos.
O fiador é uma pessoa física ou jurídica que se responsabiliza legalmente pelo pagamento de um financiamento ou empréstimo caso o devedor principal não cumpra suas obrigações. Ele garante o pagamento de principal, juros, taxas e encargos.
Ao oferecer garantia pessoal subsidiária com bens, como imóvel quitado, o fiador mostra ao credor confiança de que a dívida será quitada, mesmo em situações adversas.
Diferente do avalista, que assume responsabilidade solidária e pode ser cobrado simultaneamente com o tomador, o fiador só é acionado após esgotarem-se todas as tentativas de cobrança do devedor principal.
Entender as nuances entre esses dois papéis é essencial para quem vai assumir a fiança ou optar por um aval. A tabela abaixo ilustra as principais distinções:
Os bancos e instituições financeiras recorrem ao fiador para reduzir riscos em cenários de crédito restrito ou altos valores financiados. Situações comuns incluem:
Em alguns casos, alternativas como fundo garantidor ou fiança solidária permitem a dispensa do fiador, desde que comprovada renda familiar ou formação de grupo de renda.
Para assumir esse compromisso, o fiador deve atender a critérios rigorosos:
1. Ser maior de 18 anos e ter capacidade civil plena.
2. Comprovar renda mínima de 2 a 3 vezes o valor da prestação mensal.
3. Apresentar bens quitados em nome próprio, como imóvel ou veículo.
4. Manter CPF limpo, bom score de crédito e histórico financeiro positivo.
5. Residir no mesmo estado ou país do devedor, garantindo proximidade e confiança.
Além desses pontos, é necessário entregar documentos como RG, CPF, comprovantes de renda, certidão de bens e eventual contrato social, no caso de pessoa jurídica.
O caminho para formalizar a fiança envolve várias etapas:
a) Entrega de documentos e informações para análise.
b) Análise de crédito rigorosa e detalhada por parte da instituição.
c) Aprovação e assinatura do contrato de fiança, vinculando o bem apresentado.
d) Em caso de inadimplência do tomador, o credor só acionará o fiador após esgotar tentativas de cobrança.
Se o fiador for acionado, ele assume toda a dívida, podendo então sub-rogar direitos e cobrar devedor original para reaver valores pagos.
Assumir o papel de fiador traz benefícios ao tomador, mas envolve perigos ao garantidor. Entre os principais riscos, destacam-se:
Para mitigar riscos, avalie:
O uso de fiador é comum em diferentes tipos de contratos:
Esses exemplos mostram como o fiador atua como verdadeira ajuda extra para aprovação, viabilizando projetos que poderiam ficar estagnados.
Ser fiador é mais do que um ato de solidariedade; é um compromisso financeiro sério com potencial de impactar seu patrimônio e reputação. Analise com cuidado o contrato, conheça o perfil do tomador e só assuma a fiança quando estiver seguro. Dessa forma, você transforma seu apoio em um gesto responsável, sempre alinhado à certeza de que, mesmo diante de imprevistos, terá respaldo para tomar as melhores decisões.
Referências