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Criptoativos: Mais do que Apenas Moedas

Criptoativos: Mais do que Apenas Moedas

27/02/2026 - 00:11
Fabio Henrique
Criptoativos: Mais do que Apenas Moedas

No cenário financeiro moderno, os criptoativos emergem como uma transformação profunda que ultrapassa os limites das tradicionais moedas virtuais.

Eles representam um universo digital rico em possibilidades, desde investimentos até novas formas de propriedade.

Este artigo oferece um guia prático e inspirador para navegar por esse ecossistema em constante evolução.

O Que São Criptoativos?

Criptoativos são ativos digitais baseados em tecnologia blockchain e protegidos por criptografia.

Eles incluem uma variedade de elementos, como criptomoedas, moedas-meme e NFTs.

Esses ativos são armazenados em registros descentralizados, sem a necessidade de uma autoridade central.

Diferentemente das moedas fiduciárias, eles não têm curso legal e são conhecidos por sua alta volatilidade.

  • Criptomoedas: Moedas digitais como Bitcoin e Ethereum, usadas para transações seguras.
  • Moedas-meme: Baseadas em memes virais, com valor puramente especulativo.
  • NFTs: Tokens não fungíveis para itens únicos, como colecionáveis digitais.
  • Stablecoins: Criptoativos estáveis atrelados a moedas fiduciárias, representando uma grande parte do mercado.

Essa diversidade mostra que os criptoativos vão além do conceito de moeda, abrindo portas para inovações.

A Regulamentação no Brasil em 2026

Em 2026, novas regras entrarão em vigor, marcando a regulamentação completa do mercado de criptoativos no Brasil.

Isso equipara essas operações a transações de câmbio e capitais internacionais, aumentando a segurança.

As mudanças são lideradas pelo Banco Central e pela Receita Federal, com datas-chave em fevereiro e julho de 2026.

Uma das inovações é a criação das Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs).

  • Intermediárias de ativos virtuais: Encarregadas de compra, venda e administração de carteiras.
  • Custodiantes de ativos virtuais: Responsáveis pelo armazenamento seguro de chaves privadas.
  • Corretoras de ativos virtuais: Combinam intermediação e custódia simultaneamente.

Essa estrutura visa organizar o mercado e proteger os usuários contra riscos.

Além disso, a Receita Federal implementa a Instrução Normativa RFB nº 2.291/2025, alinhada ao CARF da OCDE/G20.

Isso promove transparência global e combate atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro.

  • Em janeiro de 2026: Início das declarações gerais e protocolos anti-lavagem.
  • Em julho de 2026: Envio mensal de operações via formulário DeCripto no e-CAC.

Quem precisa declarar inclui exchanges brasileiras e estrangeiras, além de pessoas físicas e jurídicas com operações acima de R$ 35 mil por mês.

Essa tabela ajuda a visualizar a diversidade dos criptoativos e suas aplicações.

Impactos Práticos para Usuários e Empresas

As novas regras trazem obrigações claras que afetam diretamente investidores e empresas.

Por exemplo, operações como compra, venda e permuta de criptoativos devem ser reportadas regularmente.

Isso inclui transações com stablecoins, que dominam o mercado com projeções de alto volume.

  • Compra e venda com moedas fiduciárias.
  • Permutas entre diferentes criptoativos.
  • Entradas via airdrop, staking ou mineração.
  • Saídas para pagamentos acima de US$ 50 mil.

As informações obrigatórias envolvem identificação, quantidade de transações e valores totais em reais.

Métodos de avaliação são estabelecidos para garantir a precisão, usando uma hierarquia para valor justo.

Essas medidas visam criar um ambiente mais seguro e transparente para todos os participantes.

Riscos e Oportunidades

Os criptoativos oferecem benefícios significativos, mas também apresentam riscos que devem ser considerados.

Entre os benefícios, destacam-se pagamentos rápidos e seguros, disponíveis 365 dias por ano.

Eles também servem como ferramentas de investimento e proteção de propriedade digital.

No entanto, a volatilidade pode impedir a preservação de riqueza a longo prazo.

  • Risco de uso em crimes, como lavagem de dinheiro.
  • Falta de proteção regulatória em operações não reguladas.
  • Possibilidade de perdas involuntárias em transações.

A transparência aprimorada com o cruzamento de dados ajuda a mitigar alguns desses riscos.

Isso permite o rastreio internacional e a responsabilização em casos de ilícitos.

Para aproveitar as oportunidades, é essencial entender esses equilíbrios e agir com cautela.

O Futuro dos Criptoativos

O futuro dos criptoativos promete uma integração mais profunda com as finanças tradicionais.

Com a publicação de dados abertos pela RFB, a transparência aumentará, beneficiando toda a sociedade.

Inovações como tecnologia blockchain e DeFi continuarão a evoluir, criando novas possibilidades.

Projeções indicam um crescimento sustentado, com stablecoins liderando o volume de operações.

Isso pode transformar a forma como lidamos com dinheiro, investimentos e propriedade no dia a dia.

Para se preparar, os usuários devem se educar e acompanhar as mudanças regulatórias.

Em resumo, os criptoativos são mais do que apenas moedas; são uma revolução em andamento.

Fabio Henrique

Sobre o Autor: Fabio Henrique

Fábio Henrique, 32 anos, é redator especializado em finanças no passonovo.org, com foco em desmistificar o mercado de crédito e ajudar brasileiros a tomarem decisões mais informadas sobre suas finanças pessoais.