O Plano Safra 2025/2026 chega com a missão de unir impacto social e desenvolvimento sustentável ao potencial produtivo do agro brasileiro. Com recorde histórico de recursos e foco em inclusão, ele pavimenta caminhos para um crescimento econômico equilibrado.
No dia 1º de julho de 2025, o presidente Lula e o ministro Carlos Fávaro apresentaram, no Palácio do Planalto, o novo Plano Safra. Sob o lema Força para o Brasil crescer, foi anunciado um total de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial, montante que supera em R$ 8 bilhões a safra anterior.
O discurso presidencial reforçou o papel do país como “celeiro do mundo”, destacando a importância de maximizar ganhos para produtores, sociedade e economia nacional. O lançamento consolidou o agro como motor de desenvolvimento, integrando práticas sustentáveis e inovação.
O Plano Safra Empresarial destina recursos para três linhas principais: custeio, comercialização e investimentos. Veja abaixo a distribuição detalhada:
Essa estrutura proporciona custeio, comercialização e investimento coordenadas pelo Mapa, com foco em produtividade e competitividade.
Para fortalecer a resiliência frente às mudanças climáticas, o Plano Safra incorpora regras e incentivos que visam reduzir riscos e promover práticas agroambientais.
Essas iniciativas garantem juros reduzidos para práticas ESG e incentivam o reflorestamento, a conservação de áreas protegidas e a melhoria da gestão de recursos hídricos.
Reconhecendo a diversidade do setor, o governo ampliou condições para diferentes perfis de produtores e pequenos negócios.
Os ajustes promovem flexibilidade para produtores com dificuldades e reforçam a inclusão financeira, atendendo desde a agricultura familiar até médias e grandes empresas.
Além dos recursos federais, bancos de desenvolvimento como a CAF Brasil intensificam investimentos em infraestrutura, transição energética e inclusão social. Em 2024, a carteira da CAF no país ultrapassou US$ 3,2 bilhões, com crescimento superior a 75% desde 2018.
A estratégia da CAF para o Brasil até 2026 prioriza:
• Integração regional com projetos de energia e logística.
• Políticas de apoio a mulheres, PYMES e iniciativas verdes.
• Infraestrutura digital e cidades inteligentes.
Essa atuação complementa o Plano Safra, estendendo o conceito de financiamento com propósito para além do agro e fortalecendo o ecossistema produtivo nacional.
O setor agropecuário é um pilar do PIB brasileiro, representando mais de 25% das exportações. Com o Plano Safra 2025/2026, espera-se:
O alinhamento com o Regime Fiscal Sustentável assegura equilíbrio entre expansão do crédito e responsabilidade fiscal, mantendo a estabilidade econômica.
A ênfase em regiões Norte e Nordeste, em parceria com o BNDES e BID, busca reduzir desigualdades por meio de projetos de infraestrutura e apoio técnico. A Amazônia sustentável receberá atenção especial, conciliando conservação ambiental e desenvolvimento local.
Operações em áreas sensíveis contarão com apoio de programas de monitoramento e combate a incêndios, e com financiamento para compra de caminhões-pipa e mudas nativas.
O Plano Safra 2025/2026 representa um marco de inovação tecnológica e modernização agropecuária, unindo recursos e políticas para promover um crescimento inclusivo e sustentável. Ao priorizar médio produtor, pequenas empresas e regiões menos desenvolvidas, o programa desenha um futuro mais equilibrado e próspero para o Brasil.
Com visão estratégica, colaboração entre setores público e privado e foco em práticas socioambientais, o financiamento ganha um propósito que ultrapassa o resultado financeiro, impactando positivamente toda a sociedade.
Referências